Cuidados paliativos: Como a tecnologia apoia as famílias? Veja com o Doutor Yuri Silva Portela
O Doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, destaca a importância de uma abordagem que considere as necessidades individuais de pessoas que enfrentam doenças graves. Nesse contexto, os cuidados paliativos buscam aliviar o sofrimento e melhorar a qualidade de vida, contemplando aspectos físicos, emocionais, sociais e espirituais. Além do acompanhamento clínico, essa assistência envolve o acolhimento familiar e a preservação da dignidade do paciente, elementos que podem ser fortalecidos pelo uso adequado de recursos tecnológicos.
Leia mais a seguir!
Saiba com o Doutor Yuri Silva Portela como o acompanhamento remoto pode facilitar o cuidado
Pacientes em cuidados paliativos podem apresentar dificuldades de locomoção, fadiga intensa ou necessidade de acompanhamento frequente. Nessas situações, consultas por vídeo e contatos telefônicos permitem esclarecer dúvidas e comunicar alterações sem exigir deslocamentos desnecessários. Essa possibilidade também contribui para reduzir o desgaste físico associado ao transporte e à permanência em ambientes hospitalares.
Ferramentas digitais também podem auxiliar no registro de sintomas, como dor, falta de ar, náuseas e alterações do sono. Quando essas informações são compartilhadas com a equipe responsável, torna-se possível acompanhar a evolução do quadro e identificar situações que exigem reavaliação clínica. O registro contínuo também facilita a identificação de mudanças na intensidade ou frequência dos sintomas, contribuindo para ajustes no acompanhamento.
Entretanto, o atendimento remoto não substitui todas as avaliações presenciais. Determinadas condições exigem exame físico, intervenções específicas ou atendimento imediato. Por isso, como reforça o Doutor Yuri Silva Portela, o uso da tecnologia precisa estar integrado a um plano assistencial que estabeleça quando procurar a equipe e quais situações demandam atendimento de urgência. Essa organização oferece maior clareza aos familiares e cuidadores sobre como agir diante de mudanças no estado de saúde do paciente.
De que maneira os recursos digitais ajudam os familiares?
O cuidado de uma pessoa com doença grave frequentemente envolve diferentes familiares, profissionais e cuidadores. Organizar horários de medicamentos, consultas, orientações e responsabilidades pode se tornar uma tarefa complexa, principalmente quando o acompanhamento acontece no ambiente domiciliar. A falta de uma organização compartilhada pode provocar desencontros na comunicação e dificultar a continuidade das orientações estabelecidas pela equipe assistencial.

Yuri Silva Portela
Na perspectiva do Doutor Yuri Silva Portela, a organização dessas informações pode contribuir para a continuidade do cuidado. Aplicativos de lembretes, calendários compartilhados e registros digitais ajudam a distribuir tarefas e reduzem o risco de informações importantes ficarem restritas a um único responsável. Esses recursos também facilitam a comunicação entre os envolvidos, permitindo que todos acompanhem as necessidades do paciente e suas respectivas responsabilidades.
A tecnologia pode contribuir para o apoio emocional?
O sofrimento associado a uma doença grave não se limita aos sintomas físicos. Medo, insegurança, mudanças na rotina e preocupações familiares também podem exigir acompanhamento. Nesse cenário, atendimentos psicológicos remotos podem ampliar o acesso ao suporte emocional, especialmente quando existem dificuldades de deslocamento. Essa modalidade também permite que familiares e cuidadores recebam orientações para lidar com os desafios emocionais envolvidos no processo de cuidado.
As chamadas de vídeo também ajudam a preservar vínculos afetivos quando familiares e amigos vivem em outras cidades. Esses contatos permitem compartilhar momentos cotidianos e manter relações importantes, desde que respeitem a disposição e a vontade do paciente. A possibilidade de conversar com pessoas próximas pode amenizar a sensação de isolamento e proporcionar momentos de conforto durante o acompanhamento.
Entretanto, o contato digital não substitui integralmente a presença humana. A atuação do Doutor Yuri Silva Portela, fundador do projeto social Humaniza Sertão, permite relacionar essa discussão à importância do acolhimento. Recursos tecnológicos devem facilitar a aproximação entre as pessoas, sem transformar o acompanhamento em uma sequência impessoal de procedimentos. O equilíbrio entre ferramentas digitais e relações presenciais contribui para uma assistência que considera tanto as necessidades clínicas quanto o bem-estar emocional do paciente.



