Plástico corrugado na logística reversa: Como reutilizar?
Elias Assum Sabbag Junior, empresário e especialista em embalagens plásticas, avalia que a logística reversa pode ampliar as possibilidades de uso das embalagens ao criar caminhos para seu retorno após a utilização. Nesse processo, o plástico corrugado pode assumir uma função diferente da embalagem descartável tradicional, principalmente quando é projetado para suportar múltiplos ciclos de uso. Mais do que considerar a resistência do material, compreender essa alternativa exige analisar como o retorno, o armazenamento e a reutilização podem ser incorporados à rotina logística.
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Como a embalagem entra no ciclo de retorno?
Em uma operação tradicional, a embalagem acompanha a mercadoria até o destino e deixa de participar do fluxo principal depois da entrega. Na logística reversa, a lógica muda: o recipiente pode ser recolhido, transportado novamente e preparado para uma nova utilização. O sucesso desse modelo depende de uma estrutura que torne o retorno viável. Para isso, é necessário considerar desde o início os custos, os trajetos e as etapas envolvidas na movimentação de volta.
O plástico corrugado pode ser empregado em caixas, divisórias e outros componentes destinados ao transporte de mercadorias. Quando essas estruturas são dimensionadas para reutilização, elas podem permanecer em circulação durante diferentes ciclos, desde que mantenham condições adequadas de uso. A resistência do material pode favorecer esse tipo de aplicação, principalmente em operações que realizam movimentações recorrentes entre pontos conhecidos da cadeia.
Tal como evidencia Elias Assum Sabbag Junior, isso exige planejamento desde a primeira etapa. A empresa precisa saber quem receberá a embalagem, onde ela será armazenada, como será devolvida e qual procedimento será adotado antes de um novo uso. Assim, a reutilização deixa de ser uma possibilidade isolada e passa a integrar o desenho da operação. Também é importante definir responsabilidades e critérios para verificar quando a embalagem ainda está adequada para retornar ao processo.
O que torna o plástico corrugado adequado para reutilização?
A resistência é uma das características que podem favorecer o uso recorrente. Uma embalagem reutilizável precisa suportar movimentações sucessivas sem perder sua capacidade de proteger o produto. Nesse sentido, a escolha do material deve considerar os esforços aos quais o recipiente será submetido em cada etapa. Impactos, empilhamento, atrito e frequência de manuseio são fatores que podem influenciar a durabilidade ao longo dos diferentes ciclos de utilização.

Elias Assum Sabbag Junior
Outro aspecto é a resistência à umidade. Dependendo da operação, as embalagens podem entrar em contato com ambientes úmidos ou passar por processos de limpeza. O plástico corrugado apresenta características que podem favorecer aplicações nas quais a exposição à água representa uma preocupação. Essa propriedade pode facilitar a conservação da estrutura em situações nas quais o recipiente precisa retornar ao fluxo logístico depois de cada utilização.
Elias Assum Sabbag Junior avalia que essas propriedades precisam ser relacionadas ao uso concreto. Uma embalagem pode ter características adequadas para determinado ciclo logístico e não apresentar a mesma vantagem em outro. Por isso, resistência, formato, carga transportada e frequência de utilização precisam ser considerados conjuntamente. A análise também deve observar as condições de armazenamento e os procedimentos adotados entre um ciclo e outro, evitando que a reutilização seja definida apenas pela característica do material.
Como organizar o retorno das embalagens?
Uma logística reversa eficiente depende de previsibilidade. A empresa precisa definir pontos de coleta, responsáveis pelo recebimento e formas de transporte. Sem essas etapas, a embalagem pode permanecer parada no destino ou gerar custos adicionais que reduzem a vantagem da reutilização. Também é necessário estabelecer uma frequência de retorno compatível com o ritmo da operação, evitando tanto o acúmulo de recipientes quanto a falta de embalagens disponíveis para novos ciclos.
Por fim, como destaca Elias Assum Sabbag Junior, o armazenamento também merece atenção. Embalagens retornáveis precisam ocupar espaço quando não estão sendo utilizadas, e esse fator pode influenciar o planejamento dos centros de distribuição. Modelos que permitem melhor organização quando vazios podem facilitar a movimentação e reduzir dificuldades operacionais. Além disso, separar embalagens prontas para uso daquelas que aguardam inspeção ou manutenção ajuda a manter maior controle sobre o fluxo de retorno.



