Sergio Moro lidera todas as pesquisas para o governo do Paraná em 2026; entenda a disputa
Levantamentos recentes mostram senador com ampla vantagem, enquanto Requião Filho, Rafael Greca e Sandro Alex disputam a segunda posição na corrida eleitoral.
A corrida pelo governo do Paraná em 2026 já tem um nome em evidência nas pesquisas de intenção de voto. O senador Sergio Moro (PL) aparece na liderança de praticamente todos os levantamentos divulgados nos últimos meses, com vantagens que superam 20 pontos percentuais sobre os demais pré-candidatos em diferentes institutos. A disputa ganha contornos ainda mais relevantes porque o atual governador, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), está em seu segundo mandato consecutivo e não pode concorrer à reeleição, abrindo uma sucessão sem favorito natural do grupo governista.
Esse cenário gera uma pergunta recorrente entre o eleitorado paranaense: a vantagem de Moro nas pesquisas já garante a eleição em outubro, ou ainda há espaço para mudanças significativas no quadro eleitoral até a votação? Os próprios institutos de pesquisa alertam que ainda existe uma fatia relevante de indecisos, e que fatores como o calendário eleitoral, as travas para o uso da máquina pública e a definição de apoios políticos podem alterar a configuração da disputa nas próximas semanas.
Levantamentos recentes confirmam vantagem de Moro em diferentes institutos
Uma sequência de pesquisas divulgadas entre março e junho de 2026 mostra um padrão consistente: o senador Sergio Moro lidera todos os cenários estimulados testados pelos principais institutos de opinião pública do país. Um levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado em junho, apontou que Moro abre mais de 20 pontos percentuais para os demais pré-candidatos nos dois cenários estimulados de primeiro turno, com Requião Filho (PDT) aparecendo na segunda posição, seguido por Rafael Greca (MDB) e Sandro Alex (PSD). Na mesma pesquisa, Requião Filho também foi o nome mais citado entre os candidatos que os entrevistados afirmaram não votar de jeito nenhum, seguido pelo próprio Moro.
O instituto AtlasIntel, em pesquisa divulgada em abril, trouxe um dado relevante para o noticiário político local: foi o primeiro levantamento a incluir o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), como possível candidato ao governo, nome então cogitado pelo grupo político de Ratinho Junior. Mesmo com essa variação no cenário, Moro manteve liderança superior a 20 pontos percentuais em todos os quatro cenários testados, vencendo também as simulações de segundo turno contra os principais adversários. Já o instituto IRG, em pesquisa realizada entre 10 e 13 de junho, identificou um dado que chama atenção dos analistas políticos: quando testado em segundo turno com apoio de Flávio Bolsonaro, Moro mantém vantagem confortável, mas quando o cenário simulado envolve Sandro Alex apoiado por Ratinho Junior, o resultado se aproxima de um empate técnico, ainda que o senador permaneça numericamente na frente.
Trava eleitoral de convênios e indefinição do eleitorado marcam a reta final antes do recesso
Um dos fatores que pode influenciar diretamente o ritmo da disputa nos próximos meses é o calendário eleitoral. A partir de 4 de julho de 2026, três meses antes do primeiro turno, a legislação eleitoral impõe restrições ao uso da máquina pública, incluindo a vedação a transferências voluntárias de recursos do estado aos municípios, com exceções para obrigações formais preexistentes, obras em andamento com cronograma definido e situações de emergência ou calamidade pública. Essa trava tende a reduzir a capacidade de articulação política do governo estadual com prefeitos e lideranças locais justamente no período que antecede a votação, em um momento em que o sucessor de Ratinho Junior ainda não está plenamente consolidado entre os aliados do governador.
Apesar da vantagem expressiva de Moro nas pesquisas, os próprios institutos reforçam que a decisão de voto para governador ainda não está fechada para boa parte do eleitorado paranaense. Uma pesquisa da Quaest, divulgada em abril, mostrou que a maioria dos entrevistados respondeu que sua escolha de voto poderia mudar até a eleição, tanto na pergunta espontânea quanto na pergunta direta sobre a definição do voto. No mesmo levantamento, quando questionados sobre a gestão de Ratinho Junior, 64% dos entrevistados responderam que o governador merece eleger um sucessor, enquanto 44% defenderam que o próximo governador deveria mudar apenas o que não está bom na atual administração, e 21% defenderam mudança total. Esses números indicam que, mesmo com a frente ampla de Moro nas pesquisas, a disputa ainda guarda variáveis capazes de mexer no equilíbrio de forças até outubro.
A disputa pelo governo do Paraná em 2026 segue marcada pela liderança consistente de Sergio Moro nas pesquisas de opinião, mas também por um cenário de indefinição relevante entre o eleitorado e por mudanças nas regras do jogo político a partir de julho. A ausência de Ratinho Junior como candidato à reeleição abre uma disputa mais fragmentada entre os demais nomes do espectro político paranaense, o que tende a manter a corrida competitiva mesmo com a vantagem numérica do senador. Nas próximas semanas, novos levantamentos devem confirmar se essa tendência se consolida ou se o quadro eleitoral ainda reserva surpresas para o primeiro turno de outubro.
Fontes consultadas: Gazeta do Povo, Gazeta do Povo – IRG, Gazeta do Povo – Quaest, Blog do Esmael
Autor: Diego Rodríguez Velázquez


